Europa vai exigir biometria de turistas a partir de abril de 2026

Descubra como a nova biometria transformará suas aventuras pela Europa em 2026!

Europa vai exigir biometria de turistas a partir de abril de 2026
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Viajar para a Europa está prestes a mudar de forma significativa. A União Europeia está implementando um novo sistema digital de controle de fronteiras chamado Entry Exit System EES, que substituirá o tradicional carimbo manual no passaporte por um registro eletrônico com dados biométricos dos viajantes.

O sistema começou a ser implantado de forma gradual em outubro de 2025 e deverá estar totalmente operacional em todas as fronteiras externas do espaço Schengen a partir de 10 de abril de 2026.

A mudança afetará milhões de turistas que visitam cidades europeias populares como Amsterdã, Paris, Barcelona e Roma, especialmente visitantes que vêm de países fora da União Europeia.

como funciona o novo sistema de entrada na europa

O Entry Exit System é um sistema automatizado criado para registrar digitalmente a entrada e saída de cidadãos de países que não fazem parte da União Europeia quando cruzam as fronteiras do espaço Schengen.

Na prática, isso significa que o antigo carimbo no passaporte deixará de existir. Em vez disso, os viajantes terão seus dados registrados eletronicamente.

Durante o primeiro acesso ao território europeu, o viajante deverá realizar um processo de identificação biométrica que inclui

Registro do passaporte

Captura de fotografia facial

Coleta de impressões digitais

Esses dados ficam armazenados em um sistema central que registra a data e o local de entrada e também a saída do visitante do território europeu.

Esse registro digital também ajuda as autoridades a controlar o limite de permanência permitido para turistas que visitam o espaço Schengen.

regra dos 90 dias será controlada automaticamente

Hoje, turistas de diversos países podem permanecer no espaço Schengen por até 90 dias dentro de um período de 180 dias.

Com o novo sistema, esse controle será totalmente automatizado. O banco de dados registrará cada entrada e saída, permitindo que as autoridades identifiquem rapidamente quem ultrapassou o tempo permitido de permanência.

O objetivo é reduzir fraudes de identidade, combater imigração irregular e melhorar a gestão das fronteiras externas da União Europeia.

filas maiores nos aeroportos europeus

Embora o sistema tenha sido criado para modernizar o controle migratório, especialistas do setor de turismo alertam que os primeiros meses de implementação podem gerar filas maiores nos aeroportos e fronteiras terrestres.

A coleta de dados biométricos pode aumentar o tempo de processamento de passageiros, principalmente em grandes hubs internacionais como

Amsterdam Schiphol

Paris Charles de Gaulle

Madrid Barajas

Barcelona El Prat

Associações do setor aéreo já alertaram que atrasos de várias horas podem ocorrer em períodos de alta temporada até que o sistema esteja totalmente adaptado.

Por esse motivo, viajantes estão sendo aconselhados a chegar mais cedo aos aeroportos e prever mais tempo para passar pelo controle de fronteira.

dados biométricos ficarão registrados por anos

Uma vez registrado no sistema, o perfil biométrico do viajante pode permanecer armazenado por vários anos para facilitar entradas futuras no espaço Schengen.

Em visitas posteriores, o processo tende a ser mais rápido, pois o sistema já terá os dados cadastrados e poderá apenas confirmar a identidade do visitante por meio de verificação biométrica.

Segundo autoridades europeias, o sistema segue as regras rigorosas de proteção de dados da União Europeia, incluindo as normas do RGPD, que limitam o acesso às informações pessoais apenas a autoridades autorizadas.

o que muda para turistas que visitam a europa

Para quem pretende visitar a Europa a partir de 2026, algumas mudanças práticas devem ser consideradas

O passaporte não será mais carimbado

Será necessário fornecer foto e impressões digitais

A entrada e saída serão registradas digitalmente

O tempo de permanência será controlado automaticamente

Embora o processo possa parecer mais rigoroso, a expectativa das autoridades é que o sistema torne o controle de fronteiras mais seguro e eficiente no longo prazo.

Além disso, esse novo sistema será apenas a primeira etapa de uma transformação maior nas regras de viagem para a Europa. Nos próximos anos também será implementado o ETIAS, uma autorização eletrônica de viagem que funcionará de forma semelhante ao sistema usado pelos Estados Unidos.

Para quem viaja com frequência ao continente europeu, entender essas mudanças será essencial para evitar surpresas na chegada ao aeroporto.